Começa simples, do começo. Aí vai dominando quase tudo aquilo que tu toca ou vê. Tu perdes o controle. Não existe mais o “eu”. O “eu” é uma ilusão muito bem coordenada pelo teu cérebro derretido, dominado por pensamentos não conflitantes, mas por vezes, confusos. Encontraram-te... Fugir não é possível. Encara. Segue teu rumo, não olha pra trás. Engana-te... Sente-te ao te enganar... Nega e, ao negar, facilita aquilo que tens de mais precioso, a tua própria existência. E nesse fluxo contínuo de pensamentos e negações os dias correm e o tempo teimoso insiste em te mostrar que, no final das contas, é bem assim mesmo. Não há muito que fazer... Isso, meus amigos, é só uma ideia.
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