Acabei de montar o cronograma de estudos para a prova do mestrado e resolvi escrever sobre planos e cronogramas. Ou, melhor, sobre como não conseguimos seguir o que planejamos. É impressionante! Preciso seguir esse cronograma simplesmente porque preciso passar na prova! É tão tranquilo...Todo mundo monta cronogramas e planos? Esse mesmo mundo segue os cronogramas que monta?! Ficou bem legal, na verdade. Amanhã começo a estudar "estrutura dos ácidos nucléicos" e por aí vai até o dia 28/11 quando termino tudo estudando "ciclo e morte celular" e "sinalização entre células". Tenho o livro, a mesa, o café e o cérebro requeridos para que o cronograma se realize! Imagino que tudo dará certo! E os outros planos? E os projetos menores? Dá pra fazer tudo ao mesmo tempo? 24 horas são suficientes?! O ideal seria não precisar de planos e menos ainda de cronogramas!!! Mas significaria que nossas vidas são vazias e que só nos importamos com nós mesmos...sei lá...Na verdade, isso tudo me faz pensar na fragilidade das coisas, da vida. Ontem assiti um documentário sobre o tsunami da Indonésia de 2004, onde pais que perderam seus filhos falavam sobre como tudo aquilo aconteceu. Apresentaram outros casos também, como uma mulher que perdeu a família inteira e um casal em lua-de-mel que escapou da morte por metros... Aí, os cronogramas parecem menos interessantes, menos importantes e bem menos necessários, porque planejar um futuro muito distante não é possível. Ou é possível, mas pode ser que não termine da forma planejada. Não que um tsunami vá varrer Porto Alegre e me impedir de fazer a prova, só que vai saber, né? Vou seguindo os planos enquanto posso! Depois aviso vocês qual foi o fim da saga do cronograma!!!
Pois é! O bom do futuro é que ele não existe. O que existe é o aqui e o agora. E todas as necessidades do "imediato". Estudar, pensar no que virá, elaborar... Fazer os cronogramas e seguir do jeito que é possível. Impondo alguns limites e obrigatoriedades, para que a vida não fique muito sem perspectiva. O aqui e agora nos diz que existe alguma coisa lá na frente e, que, talvez, seja muito mais legal do que a gente possa imaginar...
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