terça-feira, 18 de setembro de 2012
restos
Acordei com um resto de sonho na cabeça. Aquele resto de sonho que te faz encarar o teto antes de sair da cama e ficar mais tempo que o normal encarando o espelho do banheiro. Sabe? Na tentativa de juntar os cacos, reconstituir os acontecimentos, fico em silêncio (e isso não é comum) encarando a janela, com uma caneca na mão. Me lembro de coisas, não do sonho, mas da vida real, misturo tudo. Torno a vida mais mágica e o sonho mais real. Termino o café e termino o sonho acordada. Começo bem o dia.
domingo, 16 de setembro de 2012
Sobre o ar.
Ar que movimenta é
vento.
O soprado acalma a
ardência.
Ar que dá pra ver é
fumaça.
O que sai da panela te tira
da cama.
O da caneca é como um
abraço.
O do fogo depende, pode
ser amor, início ou fim.
O quente que sai da
boca aquece as mãos.
O do incenso acalma.
O que perturba é o
repetitivo.
O que passa pela janela
assusta.
O cheiroso que traz a
saudade é o perfume.
O que nos dá vida é o
puro.
O que incomoda é o do
centro.
O do carro mata, o do
cilindro salva, permite.
O que respiro, dividir
contigo prefiro.
do que falo quando volto do Rio
Dos excessos e possibilidades.
Dos corpos e orgasmos.
Das pedras e rios e marés.
Do pelo do corpo e o cheiro.
Da areia áspera no lençol macio.
Da vida que acontece na cama, na praia e no meio da rua.
Do sol quando sai do mar.
Dos tons do amanhecer.
Do toque, da língua e do sono.
Do banho compartilhado.
Da bebida tomada e as decisões consequentes.
Do show e do movimento.
Da cor do cabelo e o timbre da voz.
Sobre conhecer a letra de cor.
Sobre conhecer o outro de cor.
Sobre viver uma semana com a intensidade do infinito,
com a consciência do fim, com a expectativa de mais.
Com todo o mundo.
Do amor e da amizade.
Dos corpos e orgasmos.
Das pedras e rios e marés.
Do pelo do corpo e o cheiro.
Da areia áspera no lençol macio.
Da vida que acontece na cama, na praia e no meio da rua.
Do sol quando sai do mar.
Dos tons do amanhecer.
Do toque, da língua e do sono.
Do banho compartilhado.
Da bebida tomada e as decisões consequentes.
Do show e do movimento.
Da cor do cabelo e o timbre da voz.
Sobre conhecer a letra de cor.
Sobre conhecer o outro de cor.
Sobre viver uma semana com a intensidade do infinito,
com a consciência do fim, com a expectativa de mais.
Com todo o mundo.
Do amor e da amizade.
domingo, 2 de setembro de 2012
Alanis
Então... Nem lembro do último dia que parei para pensar no que escrever por aqui.. Mas como a criatividade, a paciência e o tempo aparecem como ondas, como alinhamentos dos planetas, não tão raros, nem comuns...Enfim, semana que vem tem show da Alanis Morissette e eu estou estourando de alegria! Por que além de curtir a Alanis com duas das minhas pessoas favoritas no mundo, ainda vou conseguir colocar os pés na areia, entrar no mar e (re)pensar várias coisas!!! Um tempo pra ficar meio sozinha, meio acompanhada e muito tranquila! O novo CD da Alanis "diva linda e maravilhosa" Morissette tá um show! Não é meu favorito e não é tão bom/maravilhoso/incomparável/melhor do mundo como o Jagged Little Pill, mas as músicas são ótimas e a produção é linda! Uma Alanis crescida, como eu, diferente... Mas para não ficar falando só da Alanis, vou falar também sobre o Austin Kleon, cujo primeiro livro chegou aqui em casa anteontem graças à livraria Cultura (amor da minha vida)!!! Em vez de começar suas poesias com uma página em branco, o Austin utiliza as páginas do New York Times e um marcador permanente e elimina as palavras que ele não quer! Aí o nome do livro ser Newspaper Blackout!!! How cool is that?!?!?!? Esse tipo de trabalho não é incomum, e já vi alguns artistas utilizando esse método, só que em exposições, não em forma de livro! Ficou legal demais!!! O poeta tem facebook (e quem não tem?), aí dá pra conferir as fotos e tudo mais lá. Pra resumir, tenho passado a semana entre livros e narguilés, esperando ansiosamente pela Alanis... E pra tirar um pouco a ansiedade do corpo nada melhor do que compartilhar com vocês (quem ?) esses pensamentos e a agonia da espera...
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